
ALMA do Lat. anima s. f., parte incorpórea, imaterial do ser humano; conjunto das faculdades intelectuais e morais do homem; espírito. PELE do Lat. pelle s. f., tegumento externo que reveste o corpo humano e o de muitos animais, constituída, no homem, por duas camadas distintas, a epiderme e a derme. in texto editores
quinta-feira, 30 de novembro de 2006


quarta-feira, 29 de novembro de 2006
Dedicação

Tu és o amor que eu conheci
Rosa vermelha do meu jardim
Que vale viver a vida sem ti.
E não te esqueças nem um segundo
Que eu tenho amor maior do mundo
Coisas tão lindas para te dar
Sempre a cantar.
Deixa-me os teus olhos, agora que partes
E o calor da tua mão
Deixa-me ser só uma saudade, no teu coração.
E quando olhares, as águas do rio
Lembra-te de mim
És a andorinha de uma Primavera, que chegou ao fim.
terça-feira, 28 de novembro de 2006
Tudo o que eu te dou

um dia rei, outro dia sem comer
por vezes forte, coragem de leão
as vezes fraco assim é o coração
eu não sei, que mais te posso dar
um dia jóias noutro dia o luar
gritos de dor, gritos de prazer
que um homem também chora
quando assim tem de ser
Foram tantas as noites
sem dormir
tantos quartos de hotel
amar e partir
promessas perdidas
escritas no ar
e logo ali eu sei...
Tudo o que eu te dou
tu me das a mim
tudo o que eu sonhei
tu serás assim
tudo o que eu te dou
tu me das a mim
tudo o que eu te dou
Sentado na poltrona, beijas-me a pele morena
fazes aqueles truques que, aprendes-te no cinema
mais, pego-te eu, já me sinto a viajar
para, recomeça, faz-me acreditar
Não dizes tu, e o teu olhar mentiu
enrolados pelo chão no abraço que se viu
é madrugada ou é alucinação
estrelas de mil cores ecstasy ou paixão
hum, esse odor, traz tanta saudade
mata-me de amor ou dá-me liberdade
deixa-me voar, cantar, adormecer
segunda-feira, 27 de novembro de 2006
Pele

Na esperança de ele se encontrar...
Vais contando o tempo quase ao segundo
Parece não querer passar
Fazes de conta que está tudo bem
E andas ás voltas quando estás a sós
Gritos mudos que só tu entendes
E por fim Silêncio, que é a tua voz....!!
Não precisas de te esconder
Ninguém te vai encontrar
O que está escrito na tua pele..
Só tu não decifraste..
Quadro teu.. traço a pincel
A História da tua vida
Escrita, sentida, tatuada na pele..
A tua pele.......és teu, a tua pele....só tu
Quem lá.... escreveu, com a tua permissão
Nem sequer, nem sequer percebeu.... e perdeu..
Passou-lhe a pele por entre as mãos...
Quadro teu.. e traço a pincel
A História da tua vida
Escrita, sentida, tatuada na pele..
A tua pele.......és teu, a tua pele....só tu
Quem lá...., quem lá escreveu, com a tua permissão
Nem sequer, nem sequer percebeu.... e perdeu..
Passou-lhe a pele.... passou-lhe a pele, por entre as mãos.
domingo, 26 de novembro de 2006
Oração do abandono

Faz de mim o que quiseres
Por tudo o que fizeres de mim.
Eu Te agradeço.
Estou disposto a tudo, aceito tudo.
Contando que a Tua vontade seja feita em mim,
em todas as criaturas.
Nada mais desejo, meu Deus
ponho a minha alma nas Tuas mãos,
entrego-a a Ti, meu Deus,
com todo o amor de meu coração
porque te amo
E é, para mim, uma necessidade de amor
dar-me e entregar-me nas Tuas mãos sem medida,
com infinita confiança
porque Tu és meu pai.
sábado, 25 de novembro de 2006
a tua pequena dor

quase nem sequer te dói
é só um ligeiro ardor
que não mata mas que mói
é uma dor pequenina
quase como se não fosse
é como uma tangerina
tem um sumo agridoce
de onde vem essa dor
se a causa não se vê
se não é por desamor
então é uma dor de quê?
não exponhas essa dor
é preciosa é só tua
não a mostres tem pudor
é o lado oculto da lua
não é vicío nem custume
deve ser inquietação
não há nada que a arrume
dentro do teu coração
talvez seja a dor do ser
só a sente quem a tem
ou será a dor de ver
a dor de ir mais além?
certo é ser a dor de quem
não se dá por satisfeito
não a mates guarda bem
guardada no fundo do peito.
Rui Veloso & Carlos Tê
sexta-feira, 24 de novembro de 2006
"uma cultura de morte
Portugal deveria estar, neste momento, a discutir o quê?
Seguramente, o modo de combater o envelhecimento da população.
Um país velho é um país mais doente.
Um país mais pessimista.
Um país menos alegre.
Um país menos produtivo.
Um país menos viável – porque aquilo que paga as pensões dos idosos são os impostos dos que trabalham.
Era esta, portanto, uma das questões que Portugal deveria estar a debater.
E a tentar resolver. Como?
Obviamente, promovendo os nascimentos.
Facilitando a vida às mães solteiras e às mães separadas.
Incentivando as empresas a apoiar as empregadas com filhos, concedendo facilidades e criando infantários.
Estabelecendo condições especiais para as famílias numerosas.
Difundindo a ideia de que o país precisa de crianças – e que as crianças são uma fonte de alegria, energia e optimismo.
Um sinal de saúde.
Em lugar disto, porém, discute-se o aborto.
Discutem-se os casamentos de homossexuais (por natureza estéreis).
Debate-se a eutanásia.
Promove-se uma cultura da morte.
Dir-se-á, no caso do aborto, que está apenas em causa a rejeição dos julgamentos e das condenações de mulheres pela prática do aborto – e a possibilidade de as que querem abortar o poderem fazer em boas condições, em clínicas do Estado.
Só por hipocrisia se pode colocar a questão assim.
Todos já perceberam que o que está em causa é uma campanha.
O que está em curso é uma desculpabilização do aborto, para não dizer uma promoção do aborto.
Tal como há uma parada do ‘orgulho gay’, os militantes pró-aborto defendem o orgulho em abortar.
Quem já não viu mulheres exibindo triunfalmente t-shirts com a frase «Eu abortei»?
Ora, dêem-se as voltas que se derem, toda a gente concorda numa coisa: o aborto, mesmo praticado em clínicas de luxo, é uma coisa má.
Que deixa traumas para toda a vida.
E que, sendo assim, deve ser evitada a todo o custo.
A posição do Estado não pode ser, pois, a de desculpabilizar e facilitar o aborto – tem de ser a
oposta.
Não pode ser a de transmitir a ideia de que um aborto é uma coisa sem importância, que se pode fazer quase sem pensar – tem de ser a oposta.
O Estado não deve passar à sociedade a ideia de que se pode abortar à vontade, porque é mais fácil, mais cómodo e deixou de ser crime.
Levada pela ilusão de que a vulgarização do aborto é o futuro, e que a sua defesa corresponde a uma posição de esquerda, muita gente encara o tema com ligeireza e deixa-se ir na corrente.
Mas eu pergunto: será que a esquerda quer ficar associada a uma cultura da morte?
Será que a esquerda, ao defender o aborto, a adopção por homossexuais, a liberalização das drogas, a eutanásia, quer ficar ligada ao lado mais obscuro da vida?
No ponto em que o mundo ocidental e o país se encontram, com a população a envelhecer de ano para ano e o pessimismo a ganhar terreno, não seria mais normal que a esquerda se batesse pela vida, pelo apoio aos nascimentos e às mulheres sozinhas com filhos, pelo rejuvenescimento da sociedade, pelo optimismo, pela crença no futuro?
Não seria mais normal que a esquerda, em lugar de ajudar as mulheres e os casais que querem abortar, incentivasse aqueles que têm a coragem de decidir ter filhos?"
quinta-feira, 23 de novembro de 2006
Não invoquem o amor em vão

Pela boca da divindade
Só deve ser invocado
Em caso de necessidade
Esse verbo não se explica
Á luz crua da razão
Ele é a jóia mais rica
Da arca da criação
Podem-no pôr no altar
frívolo duma canção
Praticá-lo até gastar
Mas não o invoquem em vão
Não invoquem o amor em vão
Não invoquem o amor em vão
Podem-no usar com rendas
Ou enfeites de algodão
Para tapar bem as fendas
Por onde sopra a solidão
Podem dá-lo ao desbarato
Podem-no até vender
Metê-lo no guarda-fato
E dá-lo à traça a comer
Podem-no usar no chão
Como capacho dos pés
Mas não o invoquem em vão
Não o sujem com clichés
Não invoquem o amor em vão
É pecado como deitar fora o pão
Não invoquem o amor em vão
É pecado como deitar fora o pão
Carlos Tê/Rui Veloso
quarta-feira, 22 de novembro de 2006
As palavras

as palavras.
Algumas, um punhal,
um incêndio.
Outras,
orvalho apenas.
Secretas vêm, cheias de memória.
Inseguras navegam:
barcos ou beijos,
as águas estremecem.
Desamparadas, inocentes,
leves.
Tecidas são de luz
e são a noite.
E mesmo pálidas
verdes paraísos lembram ainda.
Quem as escuta? Quem
as recolhe, assim,
cruéis, desfeitas,
nas suas conchas puras?
terça-feira, 21 de novembro de 2006
segunda-feira, 20 de novembro de 2006
Precisamos de Santos...
Precisamos de Santos de calças jeans e ténis.
Precisamos de Santos que vão ao cinema, ouçam música e passeiem com os amigos.
Precisamos de Santos que coloquem Deus em primeiro lugar, mas que se “esforcem” na faculdade.
Precisamos de Santos que tenham tempo todo dia para rezar e que saibam namorar na pureza e castidade, ou que consagrem a sua castidade.
Precisamos de Santos modernos, Santos do século XXI, com uma espiritualidade inserida no nosso tempo.
Precisamos de Santos comprometidos com os pobres e as necessárias mudanças sociais.
Precisamos de Santos que vivam no mundo, se santifiquem no mundo, que não tenham medo de viver no mundo.
Precisamos de Santos que bebam coca-cola e comam hot dogs, que usem jeans, que sejam internautas, que ouçam disc-man.
Precisamos de Santos que amem apaixonadamente a Eucaristia e que não tenham vergonha de tomar um refrigerante ou comer uma pizza no fim-de-semana com os amigos.
Precisamos de Santos que gostem de cinema, de teatro, de música, de dança, de desporto.
Precisamos de Santos sociáveis, abertos, normais, amigos, alegres, companheiros.
Precisamos de Santos que estejam no mundo e saibam saborear as coisas puras e boas do mundo, mas que não sejam mundanos”.
João Paulo II
domingo, 19 de novembro de 2006
sexta-feira, 17 de novembro de 2006
Vai para onde ele te levar

E quando à tua frente se abrirem muitas estradas e não souberes a que hás-de escolher, não metas por uma ao acaso, senta-te e espera. Respira com a mesma profundidade confiante com que respiraste no dia em que vieste ao mundo, e sem deixares que nada te distraia, espera e volta a esperar. Fica quieta, em silêncio, e ouve o teu coração. Quando ele te falar, levanta-te, e vai para onde ele te levar."
Susanna Tamaro in Vai onde te Leva o Coração
quinta-feira, 16 de novembro de 2006
Laços, Toranja

Na mesma esfera,
Onde ao menos nos vemos
Porque o fumo passou.
A chuva no chão revela,
Os olhos por trás.
Há que levar o que restou
E o que o tempo queimou.
Tens fios de mais
a prender-te as cordas,
Mas podes vir amanha,
Acreditar no mesmo Deus
Tens riscos demais,
A estragar-te o quadro.
Se queres vir amanha,
Acreditar no mesmo Deus
Devolve-me os laços, meu amor!
Devolve-me os laços, meu amor!
Devolve-me os laços, meu amor!
Devolve-me os laços..
Andamos em voltas rectas
Na mesma esfera
Mas podes vir amanhã
Se queres vir amanhã
Podes vir amanhã
Tens riscos de mais
A estragar-me a pedra
Mas se vieres sem corpo
À procura de luz
Devolve-me os laços, meu amor!
Devolve-me os laços, meu amor!
Devolve-me os laços, meu amor!
Devolve-me os laços..
quarta-feira, 15 de novembro de 2006
terça-feira, 14 de novembro de 2006
um filme

segunda-feira, 13 de novembro de 2006
A amizade

domingo, 12 de novembro de 2006
a minha oração

Senhor, tu sabes quando me sento e quando me levanto;
Tu sabes quando caminho e quando descanso.
Eu nada sei. Apenas vejo a mão que me protege.
Quando a praia me seduz, és Tu o mar.
Quando o mar me assusta, sou eu a criança.
Quando procuro, és Tu que me encontras.
Quando desisto, sou eu que perco.
Quando espero, és Tu que chegas.
Quando tenho pressa, sou eu que fico.
Quando creio, és Tu o rio.
Quando duvido, sou eu o deserto.
Quando o coração reza, és Tu que cantas.
Quando a boca pede, sou eu que falo."
MARIA VICTOR
sábado, 11 de novembro de 2006
os amigos...
sexta-feira, 10 de novembro de 2006
Números
quinta-feira, 9 de novembro de 2006
quarta-feira, 8 de novembro de 2006
Dia Europeu do Assistente Social
- "detectam quais as necessidades gerais de um indivíduo, família ou grupo (processo designado por diagnóstico da situação);
- reúnem informações susceptíveis de dar resposta às necessidades dos indivíduos e grupos e aconselham-nos sobre os seus direitos e obrigações;
Songbird, Eva Cassidy
For you there’ll be no crying
For you the sun will be shining
‘Cause I feel that when I’m with you
It’s alright, I know it’s right
And the songbirds keep singing
Like they know the score
And I love you, I love you, I love you
Like never before
To you, I would give the world
To you, I’d never be cold
‘Cause I feel that when I’m with you
It’s alright, I know it’s right
And the songbirds keep singing
Like they know the score
And I love you, I love you, I love you
Like never before
Like never before; like never before.
Decálogo da serenidade

Dez sugestões de conduta para quem aspira à Paz...consigo, com os outros, com Deus...
I - Procurarei viver pensando apenas no dia de hoje, exclusivamente neste dia, sem querer resolver todos os problemas da minha vida de uma só vez.
II - Hoje, apenas hoje, procurarei ter o máximo cuidado na minha convivência, cortês nas minhas maneiras, a ninguém criticarei, nem pretenderei melhorar ou corrigir à força ninguém, senão a mim mesmo.
III - Hoje, apenas hoje, serei feliz. Na certeza de que fui criado para a felicidade, não só no outro mundo, mas também já neste.
IV - Hoje, apenas hoje, adaptar-me-ei às circunstâncias, sem pretender que sejam todas as circunstâncias a se adaptarem aos meus desejos.
V - Hoje, apenas hoje, dedicarei 10 minutos do meu tempo a uma boa leitura, recordando que assim como o alimento é necessário para a vida do corpo, a boa leitura é necessária para a vida da alma.
VI - Hoje, apenas hoje, farei uma boa acção, e não direi a ninguém.
VII - Hoje, apenas hoje, farei ao menos uma coisa que me custe fazer, e se me sentir ofendido nos meus sentimentos, procurarei que ninguém o saiba.
VIII - Hoje, apenas hoje, executarei um programa pormenorizado, talvez não o cumpra perfeitamente, mas ao menos escrevê-lo-ei, e fugirei de dois males, a pressa e a indecisão.
IX - Hoje, apenas hoje, acreditarei firmemente, embora as circunstâncias mostrem o contrário, que a Providência de Deus se ocupa de mim, como se não existisse mais ninguém no mundo.
X - Hoje, apenas hoje, não terei nenhum temor, de modo especial não terei medo de gozar o que é belo, e de crer na bondade.
terça-feira, 7 de novembro de 2006
Dr House

Tempo para...

e tudo o que existe debaixo dos céus tem a sua hora.
Há tempo para nascer e tempo para morrer;
tempo para plantar e tempo para arrancar o que se plantou;
tempo para matar e tempo para dar a vida;
tempo para destruir e tempo para edificar;
tempo para chorar e tempo para rir;
tempo para afligir e tempo para dançar;
tempo para espalhar pedras e tempo para as ajuntar;
tempo para dar abraços e tempo para se afastar deles;
tempo para adquirir e tempo para perder;
tempo para guardar e tempo para atirar fora;
tempo para rasgar e tempo para coser;
tempo para calar e tempo para falar;
tempo para amar e tempo para odiar;
tempo para a guerra e tempo para a paz!"
Ecle 3, 1-8
segunda-feira, 6 de novembro de 2006
domingo, 5 de novembro de 2006
sweet november
O silêncio e todas as coisas
O tempo breve em que o silêncio e todas as coisas me falam de Deus.
Amo o silêncio. Amo a ausência de vozes, de barulhos excessivos e do ruído de todos os dias. Amo a quietude das coisas, o som do vento, o rumor vegetal das árvores, o fim de tarde, o vagar do mar, o torpor do poente. Amo o tempo e as coisas de Deus, por serem tão simples e tão perfeitos.
Do imenso terraço onde não chegam vozes e o silêncio se entende sobre todas as coisas, vê-se o infinito. Um mundo de luz e sombras que se desvanece até ninguém poder dizer onde acaba a terra e começa o céu.
Em frente da casa há um campo de milho crescido, ainda verde, onde o vento corre manso e morno. Atrás há uma vinha alta, a perder de vista, onde a terra tem o cheiro ácido das uvas por amadurecer. Entre a vinha e os campos de terra cultivada existem caminhos de sombras com plátanos majestosos, castanheiros antigos e buganvílias cheias de flor. Às vezes ouvem-se os passos das pessoas que caminham devagar sobre as folhas caídas mas nada perturba o silêncio ou suspende a respiração da terra.
A casa é muito grande, de granito, com paredes de cal imaculada e muros sem arestas em cima, curvos e perfeitos. No centro da casa há um claustro grande, onde a pedra do chão está gasta e ressoam ainda passos antigos. Este grande claustro torna a casa mais solene e fresca mas não a faz fria. É uma casa habitada por pessoas que procuram o silêncio e a presença destas pessoas de quem não conhecemos a voz mas, apenas, os passos, o sorriso e alguns gestos, é infinitamente luminosa e inspiradora.
Às horas certas, a casa fica inundada do cheiro quente e temperado que emana da grande cozinha e é, então, que alguém escolhe a música que ouvimos durante o tempo em que ficamos sentados à volta da mesa. A música substitui o silêncio mas não apaga o mistério e muito menos perturba a paz pois o segredo do silêncio está em poder ouvir a voz interior. Em permanecer atento ao essencial. Em ter tempo para olhar e ver.
Ao entardecer chega o jardineiro e, sem fazer barulho, ajoelha na terra e debruça-se sobre as flores que plantou à volta do lago dos peixes encarnados. Trata das suas rosas com gestos sagrados, arranca as ervas que impedem as violetas de crescer e alisa as suas pétalas delicadas com a ponta dos dedos. E faz tudo com uma devoção tão funda que os seus modos apaixonados, demorados, prendem a atenção. Comove ver um homem assim ajoelhado sobre um pedaço de terra.
A noite cai, o dia declina e a luz da ponte transforma as coias, Ao longe, uma nuvem de poeira dourada levanta-se da terra e permanece suspensa, coada pela luz amarela do sol do fim da tarde. É a hora em que os mosquitos voam mais baixo, à procura da sombra e da água e formam, também eles, nuvens agitadas e sem consistência.
Tudo muda ao entardecer. A cor dos telhados, o branco da cal, o verde das folhas, o azul líquido dos dois rios que se encontram debaixo da mesma ponte, a transparência púrpura do céu, tudo muda e parece facar ardente. Se pudesse vivia toda a minha vida entardecer. O tempo breve em que o silêncio e todas as coisas me falam de Deus."
Laurinda Alves
sábado, 4 de novembro de 2006
Tarde chuvosa

Título: How to Lose a Guy in 10 Days/Como Perder um Homem em 10 Dias

Género: Comédia
Sinopse: Uma garota tem seu pedido de se tornar adulta milagrosamente atendido, tendo que se adaptar à sua nova vida. Com Jennifer Garner e Mark Ruffalo.
tarde chuvosa com direito a manta e a filmes... *
sexta-feira, 3 de novembro de 2006

quinta-feira, 2 de novembro de 2006
Pelo sonho...

comovidos e mudos.
Chegamos? não chegamos?
Haja ou não haja frutos,
pelo sonho é que vamos.
Basta a fé no que temos.
Basta a esperança naquilo
que talvez não teremos.
Basta que a alma demos,
com a mesma alegria,
ao que desconhecemos
e ao que é do dia a dia.
Chegamos? não chegamos?
Partimos. Vamos. Somos.
Sebastião da Gama
Quando eu te falei em amor

Eu senti que encontrara
A outra metade de mim
Tive medo de acordar
Como se vivesse um sonho
Que não pensei realizar
E a força do desejo
Faz-me chegar perto de ti
Quando eu te falei em amor
Tu sorriste para mim
E o mundo ficou bem melhor
Quando eu te falei em amor
Nós sentimos os dois
Que o amanhã vem depois
E não no fim
Estas linhas que hoje escrevo
São do livro da memória
Do que eu sinto por ti
E tudo o que tu me dás
É parte da história
Que eu ainda não vivi
E a força do desejo
Faz-me chegar perto de ti
Quando eu te falei em amor
Tu sorriste para mim
E o mundo ficou bem melhor
Quando eu te falei em amor
Nós sentimos os dois
Que o amanhã vem depois
E não no fim
quarta-feira, 1 de novembro de 2006
Ser Santo hoje
. Esta manhã, na basílica do Vaticano, o Papa presidiu a uma solene celebração eucarística, que substituiu, nesta quarta-feira, a costumada audiência geral.
Comentando as leituras do dia, Bento XVI evocou uma homilia de São Bernardo em que este, interrogando-se sobre o sentido desta celebração anual, observava: “Os nossos santos não precisam das nossas honras e nada recebem do nosso culto. Pela minha parte, devo confessar que quando penso nos santos, me sinto inflamar em grandes desejos. Eis o significado da solenidade de hoje: considerando o luminoso exemplo dos santos, despertar em nós o grande desejo de sermos como os santos – felizes, de viver junto de Deus, na sua luz, na grande família dos amigos de Deus. Ser santos significa vivermos na proximidade com Deus, viver na sua família. É esta a nossa vocação, de todos nós, reafirmada com vigor pelo Concílio Vaticano II, é hoje de novo solenemente proposta à nossa atenção”.
Para ser santo, prosseguiu o Papa, “não é preciso realizar obras extraordinárias, nem possuir carismas excepcionais, Basta simplesmente “servir” Jesus, escutá-Lo, segui-Lo sem esmorecer perante as dificuldades”.
“As biografias dos santos descrevem homens e mulheres que, dóceis aos desígnios divinos, enfrentaram por vezes provações e sofrimentos indescritíveis, perseguições e martírio. (… …) O exemplo dos santos é, para nós, um encorajamento a seguir os mesmos passos, a experimentar a alegria de quem confia em Deus, porque a única e verdadeira causa de tristeza e de infelicidade – para o homem – é viver longe d’Ele”.
“A santidade – disse ainda Bento XVI - exige um esforço constante, mas é possível a todos porque, mais do que obra do homem, é sobretudo dom de Deus, três vezes Santo… Foi Deus que nos amou, primeiro, e em Jesus nos tornou seus filhos adoptivos. Na nossa vida, tudo é dom do seu amor. Como permanecer indiferentes perante um tão grande mistério?” “Em Cristo, (Deus Pai) comunicou-nos a sua eterna e perfeita santidade e chama-nos a uma relação pessoal e profunda com Ele. Quanto mais imitamos Jesus e Lhe permanecemos unidos, tanto mais entramos no mistério da santidade divina. Descobrimos que somos amados por Ele de modo infinito e isto nos leva… a amar os irmãos”.
Ao meio-dia, já da janela dos seus aposentos sobre a Praça de São Pedro, Bento XVI evocou de novo, a solenidade de Todos os Santos e, amanhã, a comemoração dos fiéis defuntos, que – observou – convidam a “meditar sobre a vida eterna”. “O homem moderno espera ainda esta vida eterna? Não será que a considera uma mitologia já ultrapassada? No nosso tempo, mais do que no passado, torna-se difícil por vezes pensar em Deus como protagonista da história e da nossa própria vida”. Em todo o caso, ´”é insuprível no ser humano a aspiração à justiça, à verdade, à plena felicidade”.
“Para nós, cristãos, vida eterna não indica só uma vida que dura para sempre, mas sim uma nova qualidade de existência, plenamente imersa no amor de Deus, que livra do mal e da morte e nos põe em comunhão sem fim com todos os irmãos e irmãs que participam do mesmo Amor.”
“Tudo passa, só Deus não muda. Diz um Salmo: “Desfalecem a minha carne e o meu coração; mas a rocha do meu coração é Deus, é Deus a minha sorte para sempre”. Todos os cristãos, chamados à santidade, são homens e mulheres que vivem profundamente ancorados nesta Rocha; têm os pés assentes na terra, mas o coração está já no Céu, morada definitiva dos amigos de Deus”.
um filme

Actores: Nicolas Cage, Téa Leoni, Jeremy Piven, Don Cheadle
ano:2000
-
"Conhecida em Portugal como Nossa Senhora do Carrapito mas produzida sob o nome de Virgem Oval com flores (atendendo à imagem aprese...
-
os cheiros.. e os sons.. sou maniaca com os barulhos repetidos e seguidos e os cheiros... há cheiros que não me saem da cabeça. cheiros asso...
-
Maria, Maria Procuro por Ti Trago este vazio E o desejo de dar cor à minha vida Quero pintar Esta história que estou a criar Quero ser mais ...