ALMA do Lat. anima s. f., parte incorpórea, imaterial do ser humano; conjunto das faculdades intelectuais e morais do homem; espírito. PELE do Lat. pelle s. f., tegumento externo que reveste o corpo humano e o de muitos animais, constituída, no homem, por duas camadas distintas, a epiderme e a derme. in texto editores
quarta-feira, 29 de outubro de 2014
quarta-feira, 22 de outubro de 2014
o teu filho ligou-te e eu quis dizer-te que te ligou, que se preocupa contigo e se o pai também te vem ver.
sabia que te ias esquecer, sabia que podia correr o risco de nem saberes quem era o teu filho.
quando te disse que te ligaram, ficaste a pensar que seria o teu marido, mas não foi.. depois pensaste na tua mãe.. e foi preciso eu dizer-te: não, foi o teu filho!!- para que caísse uma pequena lágrima no teu rosto. e ali percebi a razão pela qual, mesmo sabendo que te ias esquecer, me fez querer dizer-te que o teu filho te tinha ligado.
sabia que te ias esquecer, sabia que podia correr o risco de nem saberes quem era o teu filho.
quando te disse que te ligaram, ficaste a pensar que seria o teu marido, mas não foi.. depois pensaste na tua mãe.. e foi preciso eu dizer-te: não, foi o teu filho!!- para que caísse uma pequena lágrima no teu rosto. e ali percebi a razão pela qual, mesmo sabendo que te ias esquecer, me fez querer dizer-te que o teu filho te tinha ligado.
segunda-feira, 20 de outubro de 2014
sexta-feira, 26 de setembro de 2014
quinta-feira, 15 de maio de 2014
os novos trintões têm medo de envelhecer
não fui eu que escrevi, mas identifiquei-me... levantei o braço e senti-me esta nova trintona que têm medo de envelhecer*
passo a transcrever:
Crónica
Os novos trintões têm medo de envelhecer
O novo trintão está em contra relógio com a vida porque não vê ao fundo a meta — que já queria ter cortado — de ser grande
Texto de Marta Couto • 13/05/2014 - jornal publico
Os novos trintões têm medo de envelhecer. Vivem uma espécie de nostalgia de
um futuro que ainda não têm. Parece-lhes tarde para tudo. Já lhes parece tarde
para terem filhos, tarde para serem solteiros, tarde para ainda não serem nada
profissionalmente, demasiado cedo para terem medo de envelhecer.
Trintão que é trintão nunca admite que tem medo porque está na idade de ser o mais valente dos mais novos, de querer rasgar a multidão com vitalidade e energia, de fazer tudo, quando não sabe o que quer fazer realmente, tanta é a liberdade no corpo, tão poucas são as opções que a vida lhe dá. O novo trintão está em contra relógio com a vida porque não vê ao fundo a meta — que já queria ter cortado — de ser grande.
Os novos trintões sofrem em silêncio com a agonia do futuro que nunca mais é presente. Até parece gira esta ideia da juventude se prolongar para lá do antigamente mas trintão que é trintão, nos dias de hoje, faz contas à idade que já não tem. Não, estes novos trintões não são necessariamente depressivos nem fatalistas. São só nostálgicos de um futuro que têm medo de ser curto demais, quando forem realmente adultos.
Como os novos trintões cortam a meta de serem grandes demasiado tarde, levam a vida a fazer contas de matemática aos sentimentos. A tabuada diz-lhes a idade que terão quando tiverem capacidade para serem pais, noves fora quatro dá a agonia dos anos com que vão viver a juventude dos filhos, antecipam a falta de vitalidade que vão ter para rasgar a multidão da infância que corre neles, dividem tudo e têm medo de estar a perder o tempo dos avós que lhes querem dar como sendo, garantidamente, os mais valentes dos mais velhos que há no mundo.
Os novos trintões não são só uma geração sem perspectiva com medo de emigrar pela saudade de quem deixam. Os novos trintões antecipam um futuro que ainda não têm e desenham — num silêncio cheio de equações de insegurança — a matemática do futuro, sem máquina com capacidade de calcular.
Trintão que é trintão nunca admite que tem medo porque está na idade de ser o mais valente dos mais novos, de querer rasgar a multidão com vitalidade e energia, de fazer tudo, quando não sabe o que quer fazer realmente, tanta é a liberdade no corpo, tão poucas são as opções que a vida lhe dá. O novo trintão está em contra relógio com a vida porque não vê ao fundo a meta — que já queria ter cortado — de ser grande.
Os novos trintões sofrem em silêncio com a agonia do futuro que nunca mais é presente. Até parece gira esta ideia da juventude se prolongar para lá do antigamente mas trintão que é trintão, nos dias de hoje, faz contas à idade que já não tem. Não, estes novos trintões não são necessariamente depressivos nem fatalistas. São só nostálgicos de um futuro que têm medo de ser curto demais, quando forem realmente adultos.
Como os novos trintões cortam a meta de serem grandes demasiado tarde, levam a vida a fazer contas de matemática aos sentimentos. A tabuada diz-lhes a idade que terão quando tiverem capacidade para serem pais, noves fora quatro dá a agonia dos anos com que vão viver a juventude dos filhos, antecipam a falta de vitalidade que vão ter para rasgar a multidão da infância que corre neles, dividem tudo e têm medo de estar a perder o tempo dos avós que lhes querem dar como sendo, garantidamente, os mais valentes dos mais velhos que há no mundo.
Os novos trintões não são só uma geração sem perspectiva com medo de emigrar pela saudade de quem deixam. Os novos trintões antecipam um futuro que ainda não têm e desenham — num silêncio cheio de equações de insegurança — a matemática do futuro, sem máquina com capacidade de calcular.
quinta-feira, 8 de maio de 2014
quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014
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