quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

o beijo mata o desejo

MOTE

«Não te beijo e tenho ensejo
Para um beijo te roubar;
O beijo mata o desejo
E eu quero-te desejar.»

GLOSAS
Porque te amo de verdade,
'stou louco por dar-te um beijo,
Mas contra a tua vontade
Não te beijo e tenho ensejo.

Sabendo que deves ter
Milhões deles p'ra me dar,
Teria que enlouquecer
Para um beijo te roubar.

E como em teus lábios puros,
Guardas tudo quanto almejo,
Doutros desejos futuros
O beijo mata o desejo.

Roubando um, mil te daria;
O que não posso é jurar
Que não te aborreceria,
E eu quero-te desejar!

António Aleixo, in "Este Livro que Vos Deixo..."

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

constatação:

* eu não preciso de inimigos quando e consigo ser o inimigo número um de mim própria

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011



um sapato feito de panelas.. esta artista plástica: joana vasconcelos tem com cada ideia...

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011



no outro dia ouvi o velho assobio dos amola tesouras.. mas pensei, deves estar a fazer confusão já não há disso.

então não é que hoje vi um amola tesouras...*

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011


numa tarde soalheira, eu, qual dona de casa extremosa estendi a minha roupa no estendal e segui rumo ao meu trabalho.. quando regressei não vi a roupa no estendal.. oops o que aconteceu? estava milimetricamente dobrada à porta de casa e as molas guardadas num montinho.
um gesto simples. mas que revela o que pode ser a rede de vizinhança e ainda ficou o aviso: "quando quiser deixe a roupa que nós cuidamos dela..."
numa altura que se fala tanto de rede social, "bla bla bla", não será esta uma boa prática para dissiminar?!? vale a pena pensar nisto
obrigada vizinha!*

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

o tempo passa..
e há pessoas que não sentimos passar esse imenso tempo que fica pelo meio, entre uma visita e aoutra.

lembro-me que as amendoeiras também estavam em flor.

lembrava-me do teu sorriso, da imensa vontade de te contar esta e outra coisa, na esperança que tivesses a solução. e desta vezes não foi diferente.

sempre gostei do teu abraço.
posso continuar a ser tonta e egoísta e querer-te aqui?*