o tempo passa..
e há pessoas que não sentimos passar esse imenso tempo que fica pelo meio, entre uma visita e aoutra.
lembro-me que as amendoeiras também estavam em flor.
lembrava-me do teu sorriso, da imensa vontade de te contar esta e outra coisa, na esperança que tivesses a solução. e desta vezes não foi diferente.
sempre gostei do teu abraço.
posso continuar a ser tonta e egoísta e querer-te aqui?*
ALMA do Lat. anima s. f., parte incorpórea, imaterial do ser humano; conjunto das faculdades intelectuais e morais do homem; espírito. PELE do Lat. pelle s. f., tegumento externo que reveste o corpo humano e o de muitos animais, constituída, no homem, por duas camadas distintas, a epiderme e a derme. in texto editores
terça-feira, 25 de janeiro de 2011
quarta-feira, 19 de janeiro de 2011
gosto de sapatos e descobri que até gosto deles altos... sapatos de senhora :)gosto de olhar para os sapatos que as pessoas usam.
gosto de criar teorias a partir dos sapatos que as pessoas usam sobre a personalidade da própria pessoa.
gosto de ver sempre os sapatos.. gosto mesmo.*
ps.: no outro dia já não tive curiosidade de saber que sapatos usavas.
terça-feira, 4 de janeiro de 2011

sou do tempo em que a chave estava na porta e a vizinha abria a porta e bradava:"prima Catarina!", a minha avó respondia e a vizinha entrava.
sou do tempo em que a minha vizinha espera por mim para me desejar um bom ano, ai vizinha tenha cuidado com o carro.. e o meu mau feitio matinal (vá, eu assumo às vezes prolonga-se pelo dia todo) se desfaz!*
ps.: já tinha saudades de escrever
sexta-feira, 17 de dezembro de 2010
Adeus
Eugénio de Andrade
Já gastámos as palavras pela rua, meu amor,
e o que nos ficou
não chega para afastar o frio de quatro paredes.
Gastámos tudo menos o silêncio.
Gastámos os olhos com o sal das lágrimas,
gastámos as mão à força de as apertarmos,
gastámos o relógio e as pedras das esquinas em esperas inúteis.
Meto as mãos nas algibeiras e não encontro nada.
Antigamente tínhamos tanto para dar um ao outro!
Era como se todas as coisas fossem minhas:
quanto mais te dava mais tinha para te dar.
Às vezes tu dizias:
os teus olhos são peixes verdes!
e eu acreditava.
Acreditava, porque ao teu lado todas as coisas eram possíveis.
Mas isso era no tempo dos segredos,
no tempo em que o teu corpo era um aquário,
no tempo em que os meus olhos eram peixes verdes.
Hoje são apenas os meus olhos.
É pouco, mas é verdade,
uns olhos como todos os outros.
Já gastámos as palavras.
Quando agora digo: meu amor...,
já se não passa absolutamente nada. E no entanto,
antes das palavras gastas,
tenho a certeza de que todas as coisas estremeciam só de murmurar
o teu nome no silêncio do meu coração.
Não temos já nada para dar.
Dentro de ti não há nada que me peça água.
O passado é inútil como um trapo.
E já te disse: as palavras estão gastas.
Adeus.
Eugénio de Andrade
Já gastámos as palavras pela rua, meu amor,
e o que nos ficou
não chega para afastar o frio de quatro paredes.
Gastámos tudo menos o silêncio.
Gastámos os olhos com o sal das lágrimas,
gastámos as mão à força de as apertarmos,
gastámos o relógio e as pedras das esquinas em esperas inúteis.
Meto as mãos nas algibeiras e não encontro nada.
Antigamente tínhamos tanto para dar um ao outro!
Era como se todas as coisas fossem minhas:
quanto mais te dava mais tinha para te dar.
Às vezes tu dizias:
os teus olhos são peixes verdes!
e eu acreditava.
Acreditava, porque ao teu lado todas as coisas eram possíveis.
Mas isso era no tempo dos segredos,
no tempo em que o teu corpo era um aquário,
no tempo em que os meus olhos eram peixes verdes.
Hoje são apenas os meus olhos.
É pouco, mas é verdade,
uns olhos como todos os outros.
Já gastámos as palavras.
Quando agora digo: meu amor...,
já se não passa absolutamente nada. E no entanto,
antes das palavras gastas,
tenho a certeza de que todas as coisas estremeciam só de murmurar
o teu nome no silêncio do meu coração.
Não temos já nada para dar.
Dentro de ti não há nada que me peça água.
O passado é inútil como um trapo.
E já te disse: as palavras estão gastas.
Adeus.
quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
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