segunda-feira, 20 de abril de 2009

dia de prazeres


na segunda segunda-feira depois da Páscoa, é feriado municipal no concelho de Monforte, as pessoas saem à rua, levam o farnel e vão para os Prazeres (aldeia do concelho).


ora estava eu no meu local de trabalho, olho para a televisão e eis que vejo a romaria que nos últimos anos têm organizado. no canto inferior direito dizia: directo de Monforte.


nunca tive tanta alegria em ver escrito Monforte. mas hoje fiquei radiante. porque assim que passo a Monforte, começo a sentir-me em casa, Vaiamonte é logo logo ali.


o caminho já o conheço de cor, curvas e contra-curvas, subidas e descidas, quando vejo ao longe a torre do sino da Igreja, o sorriso fica estampado no rosto. sei que me esperam dois abraços tão próprios da chegada e esperam-me os da despedida, mas na despedida os meus olhos teimam em turvar-se. começo também a sentir o cheiro tão característico da minha casa.


depois do abraço da chegada, percorro a casa querendo certificar-me que nada mudou, que tudo continua ali à minha espera. depois surgem as conversas ao redor da mesa, como estou, como vou, inquietudes, preocupações e depois é a minha vez de perguntar.

depois sem que um se aperceba da minha pergunta, pergunto ao pai pela mãe e à mãe pelo pai.


não preciso de dizer que já tou envinagrada, pois n?? o Dia de Prazeres levou-me tão longe... *
moem-me, mas não me matam.*
"Joana sonhava e voava também para fora do espaço onde todos os dias se sentia viajante."
Os retornados
Júlio Magalhães

sexta-feira, 17 de abril de 2009


responsabilidade
s. f.
Obrigação de responder pelas acções próprias, pelas dos outros ou pelas coisas confiadas.



obrigação de responder pelas coisas confiadas. é preciso dizer mais??

acolher o outro e tomá-lo como meu, não oprimi-lo ou ostracizá-lo, simplesmente cuidar dele.

como devemos então cuidar do outro?

o que é bom para ele?

o que não o favorece?

como posso ajudá-lo a ser melhor?

que cuidados devo ter para com ele?

tenho pensado muito nestas questões, tenho mesmo.

há coisas que me inquietam e ainda bem que assim é.*

quinta-feira, 16 de abril de 2009

dizia o meu saudoso avô materno:
"é bom que falem mal de nós, é sinal que estamos cá"
ocorreu-me esta ideia dele.*

quarta-feira, 15 de abril de 2009


a minha basta-me!
sinto-me à altura de a carregar, mesmo que às vezes os olhos se turvem, os joelhos tremam.
vou descobrindo em mim mais competências, essa é que é a verdade.*