ALMA do Lat. anima
s. f., parte incorpórea, imaterial do ser humano; conjunto das faculdades intelectuais e morais do homem; espírito.
PELE do Lat. pelle
s. f., tegumento externo que reveste o corpo humano e o de muitos animais, constituída, no homem, por duas camadas distintas, a epiderme e a derme.
in texto editores
umas vezes por querer, outras vezes por força do trabalho. sou convidada a ser depositária de vidas. assim num ápice apresentam-me de fio a pavio tudinho... sou convidada a intervir, a aconselhar, a orientar.
quando a vida do outro não me toca directamente, parece ser mais fácil delinear um novo caminho a seguir... agora quando é a tua vida que me cai nas mãos, fico a tremer... penso e repenso qual a melhor estratégia para te dizer que estou aqui, para ser depositária da tua vida.*
7 setembro é dia de aniversário de casamento dos meus pais :) comemoraram 33 anos de vida em comum.
tenho gosto de ser sua filha.
geralmente costumo dizer: não procuro menos do que aquilo que tenho em casa. os meus pais dão-me um bom exemplo de vida conjugal. põem tudo em comum. não me lembro de nenhuma briga, só de alguma conversa acesa que acaba sempre em gargalhada. a minha mãe consegue sempre atencipar-se ao meu pai, avisando-o das coisas e o meu pai remata sempre "como sabias que isso ia acontecer?".
gosto de chamar velhote ao meu pai (só mesmo para o enervar hihi), gosto de lhe apertar as orelhas(que por sinal herdei umas iguais) e as bochechas.
gosto do cheiro doce da minha mãe, gosto de me deitar no seu colo.*
por força do ofício, em determinadas ocasiões tenho de partilhar o transporte com pessoas que nunca vi na vida.
já me questionaram: é neta? é filha? ai, n é sua avó?
a senhora de hoje era diferente, criticava tudo e todos. o tempo que se espera no hospital, o tempo que temos que esperar plos outros. e rebatia sempre com a mesma lenga-lenga "este país é um atraso, só neste país". sempre que o fazia isto remexia comigo, passamos tempo e tempo a criticar. mas a nossa postura é passiva. aconselho vivamente onde quer que estejamos a ter uma atitude activa, de forma a conduzir os serviços/funções que desempenhamos a bom porto.
também levanta outra questão: esta senhora conhece outros países? as suas fragilidades?? chega de apontar o dedo!
... é este o nome da música da Mariza (do novo CD, Terra) que deixo aqui. fala dum sentimento que aprecio imenso. na hora da despedida faz com que o meu coração fique pequeno e apertado. A saudade como canta a Mariza nem sempre é triste, nem sempre é pranto e dor! e porque ontem foi noite de insónia, deu para pensar em todos aqueles de quem gosto e estão longe e tenho saudades!!*
A saudade andou comigo
E através do som da minha voz
No seu fado mais antigo
Fez mil versos a falar de nós
Troçou de mim à vontade
Sem ouvir sequer os meus lamentos
E por capricho ou maldade
Correu comigo a cidade
Até há poucos momentos Já me deixou
Foi-se logo embora
A saudade a quem chamei maldita
Já nos meus olhos não chora
Já nos meus sonhos não grita
Já me deixouFoi-se logo embora
Minha tristeza chegou ao fim
Já me deixou mesmo agora
Saíu pela porta fora
Ao ver-te voltar para mim Nem sempre a saudade é triste
Nem sempre a saudade é pranto e dor
Se em paga saudade existe
A saudade não dói tanto amor
Mas enquanto tu não vinhas
Foi tão grande o sofrimento meu
Pois não sabia que tinhas
Em paga ás saudades minhas
Mais saudades do que eu Mariza
e fica o vídeo
sexta-feira, 22 de agosto de 2008
quinta-feira, 21 de agosto de 2008
estar contigo é como sentir-me em casa. conhecemos todos os recantos, até dá para andar às escuras sem tropeçar nalgum móvel.
curioso, como é possível sentir isto com algumas pessoas... e é bom senti-lo. por vezes, nem precisamos de trocar muitas palavras, para perceber o que sentimos ou o que nos apetece. cumplicidade?! *
abro, escrevo duas linhas e apago... fiz isto várias vezes ao longos dos últimos tempos. na última semana tive em Portel, nas Férias Missionárias (FM) com mais 9 jovens. a incerteza de não saber onde ficaríamos, transformou-se na certeza duma hospedaria. ao início hesitei, porque era um verdadeiro luxo. depois aceitei, combinamos não ligar a televisão como forma de renúncia. as crianças, os jovens, os velhotes, a comunidade. tanta coisa boa vivida, bagagem cheia de ensinamentos.. (suspirei) apetecia-me relatar cada situação.. fica apenas a dica de que tudo isto só foi possível porque Deus se manifestou e reconhecemo-Lo.*