quinta-feira, 22 de fevereiro de 2007

O que é o amor?

«Esta foi a pergunta feita a um grupo de crianças de 4 a 9 anos, durante uma pesquisa feita por profissionais de educação e psicologia. Emocione-se e divirta-se com as respostas.
"Amor é quando alguém te magoa, e tu, mesmo muito magoado, não gritas, porque sabes que isso fere os sentimentos da outra pessoa." Mathew, 6 anos.
"Quando minha avó ficou com artrite, e deixou de poder dobrar-se para pintar as unhas dos pés, o meu avô passou a pintar as unhas dela, apesar de ele também ter muita artrite." Rebecca, 8 anos.
"Amor é quando uma menina põe perfume e o menino põe loção pós-barba, depois saem juntos e se cheiram um ao outro." Karl, 5 anos.
"Eu sei que minha irmã mais velha me ama porque ela dá- me todas as suas roupas velhas e tem que sair para comprar outras."Lauren, 4 anos.
"Amor é como uma velhinha e um velhinho que ainda são muito amigos, apesar de se conhecerem há muito tempo." Tommy, 6 anos.
"Quando alguém te ama, a forma de dizer o teu nome é diferente" Billy, 4 anos.
"Amor é quando tu sais para comer e ofereces as tuas batatinhas fritas sem esperar que a outra pessoa te ofereça as batatinhas dela." Chrissy, 6 anos.
"Amor é quando minha mãe faz café para o meu pai e toma um gole antes, para ter certeza que está ao gosto dele."Danny, 6 anos.
"Se queres aprender a amar melhor, deves começar com um amigo de quem não gostas."Nikka, 6 anos.
"Quando contas a alguém alguma coisa feia sobre ti próprio, e ficas com medo que essa pessoa por causa disso deixe de gostar de ti, ai ficas mesmo surpreendido, quando descobres que não só te continuam amando, como ainda te amam mais!" Samantha, 7 anos.
"Há dois tipos de amor: o nosso amor e o amor de Deus. Mas o amor de Deus consegue juntar os dois." Jenny, 4 anos.
"Amor é quando a nossa mãe vê o nosso papai chegar suado e mal cheiroso e ainda diz que ele é mais bonito que o Robert Redford!"Chris, 8 anos.
"Durante a minha apresentação de piano, eu vi o meu pai na plateia, acenando-me e sorrindo. Era a única pessoa que fazia isso, e eu não sentia medo." Cindy, 8 anos.
"Amor é quando dizes a um rapaz que a camisa que ele usa é muito bonita, e ele a veste todos os dias." Noelle, 7 anos.
"Não deveríamos dizer amo-te a não ser quando realmente o sentimos. E se sentimos, então deveríamos expressá-lo muitas vezes. As pessoas esquecem-se de o dizer" Jessica, 8 anos.
"Amor é abraçar-se, amor é beijar- se." Patty, 8 anos.
"Quando amas alguém, os teus olhos sobem e descem, e pequenas estrelas saem de ti!" Karen, 7 anos.
"Amor é quando o teu cão te lambe a cara, mesmo depois de o teres deixado sózinho o dia inteiro." Mary Ann , 4 anos.»
andava aqui a mexer no meu pc e encontro este texto. o amor, mais uma vez o amor e sempre o amor. resolvi colocar aqui, porque gosto das respostas das crianças. porque as crianças são genuinas! e porque o amor é decididamente tudo isto...*

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2007

sábado, 17 de fevereiro de 2007

às vezes, o nosso corpo dá sinais, como que quem diz: olha que isto cá dentro não anda bem. desta vez o meu corpo deu sinais... apenas um susto... fez-me pensar em algumas coisas... e gostei dos sinais que fui tendo... senti-me protegida!*

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2007

If you believe, Sasha

renovo hoje assim uma espécie de compromisso...
não me mostres aquilo que não me podes dar.
ao pensar nestas palavras cada vez, fazem mais sentido na minha vida. que também eu as tenha presentes.
estou aqui e quero*

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2007

"A oferta do destino

Um dia, o destino, trôpego velho de cabelos cor da neve, deu-me uns sapatos e disse-me:

- Aqui tens estes sapatos de ferro, calça-os e caminha… Caminha sempre, sem descanso, nem fadiga, vai sempre avante não te detenhas, não pares nunca!... A estrada da vida tem trechos de céu e paisagens infernais; não te assuste a escuridão, nem te deslumbres com a claridade; nem um minuto sequer te detenhas à beira da estrada; deixa florir os malmequeres, deixa cantar os rouxinóis. Quer seja lisa, quer seja alcantilada a imensa estrada, caminha, caminha sempre! Não pares nunca! Um dia, os sapatos hão-de romper-se; deter-te-ás então. É que terás encontrado, enfim os olhos perturbadores e profundos, a boca embriagante e fatal que há-de prender-te para todo o sempre!

Isto disse-me um dia o destino trôpego velho de cabelos cor de neve.

Calcei os sapatos e caminhei. O luar era profundo; às vezes, cantavam nas matas os rouxinóis… Outras vezes, ao sol ardente do meio-dia desabrochavam as rochas, vermelhas como beijos de sangue; as borboletas traziam nas asas, finas como farrapos de seda, os perfumes delirantes de milhares de corolas! Outras vezes ainda, nem uma estrela no céu, nem um perfume na terra, e eu ouvia a meus pés a voz do imenso abismo. Passei pelo reino do sonho, pelo país da esperança e do amor que, ao longe, banhado pelo sol, dá a impressão duma imensa esmeralda, e vi também as terras tristes da saudade, onde o luar chora noite e dia! Não me detive nem um só instante! O coração ficou-me a pedaços dispersos pelos caminhos que percorri, mas eu caminhei sempre, sem fraquejar um só momento!... Há muito tempo que ando, tenho quase cem anos já, os meus cabelos tornam-se cor do linho, e o meu frágil corpo inclina-se suavemente para a terra, como uma fraca haste sacudida pela nortada. Começo a sentir-me cansada, os meus passos vão sendo vagarosos na estrada imensa da vida!

E os sapatos inda se não romperam!

Onde estareis vós, ó olhos perturbadores e profundos, ó boca embriagante e fatal que há-de prender-me para todo o sempre?!...”

Espanca, Florbela, (2000), Contos e Diário, Publicações Dom Quixote, p. 23-24