quarta-feira, 6 de dezembro de 2006

Memórias


fomos muito felizes no 1º E e no 2º D.
tivemos a recordar algumas peripécias:
* estudar para direito de menores e escrever post-its;
* estudar em camilla alheia e descobrir algumas das minhas canetas na camilla alheia;
* procurar nomes desconhecidos no dicionário, para escrever bilhetes para o resto das babes (m., queres ser uma chincha la raiz?);
* estarmos a estudar e uma das babes fazer um barulho de morte com o papel do croissant;
* sorver a brincar... acabar a deitar crunch e leite pelo nariz;
* rebuçados nas gavetas no quarto;
* receber convidados e perguntar se quer "molhinho";
* estar com halibut na cara e ainda ter que ouvir : "tiveste a fazer o buço?";
* comer frango de caril e uma pescada deslavada, e as cozinheiras acharem que era um pitéu;
* pintar as unhas com verniz alheio;
* a N. queimou as calças e a B. demorou tantou tempo a ir buscar a água;
* partir a chávena da N. sem querer;
* ir à Ri e ter alguém a provocar-me;
* as mudanças do 1º para o 2º;
* queimar a cera do buço;
* deixar um tacho ao lume e esquecer-me completamente;
* receber os amigos em casa;
* dormirmos todas na sala;
* apanhar sustos de morte;
* hora dos sconnes e do chá. *

O lume


Vai caminhando desamarrado
Dos nós e lacos que o mundo faz
Vai abraçando desenleado
De outros abraços que a vida dá

Vai-te encontrando na água e no lume
Na terra quente até perder
O medo, o medo levanta muros
E ergue bandeiras pra nos deter
Nao percas tempo,
O tempo corre
Só quando dói é devagar
E dá-te ao vento
Como um veleiro
Solto no mais alto mar

Liberta o grito que trazes dentro
E a coragem e o amor
Mesmo que seja só um momento
Mesmo que traga alguma dor
Só isso faz brilhar o lume
Que hás-de levar até ao fim
E esse lume já ninguém pode
Nunca apagar dentro de ti

Não percas tempo
O tempo corre
Só quando dói é devagar
E dá-te ao vento
Como um veleiro
Solto no mais alto mar
Mafalda Veiga

terça-feira, 5 de dezembro de 2006

Letra para um hino


É possível falar sem um nó na garganta.
É possível amar sem que venham proibir.
É possível correr sem que seja a fugir.
Se tens vontade de cantar não tenhas medo: canta.

É possível andar sem olhar para o chão.
É possível viver sem que seja de rastos.
Os teus olhos nasceram para olhar os astros.
Se te apetece dizer não, grita comigo: não!

É possível viver de outro modo.
É possível transformar em arma a tua mão.
É possível viver o amor. É possível o pão.
É possível viver de pé.

Não te deixes murchar. Não deixes que te domem.
É possível viver sem fingir que se vive.
É possível ser homem.
É possível ser livre, livre, livre.
Manuel Alegre, O Canto e as Armas

domingo, 3 de dezembro de 2006


"A verdadeira amizade chega quando o silêncio entre duas pessoas parece ameno."
autor desconhecido

sexta-feira, 1 de dezembro de 2006

Por ti


Yo te quiero regalar palabras
ser tu red para cuando caigas
cogerte de la mano al andar
y decirte cosas al oído
ser tu manta cuando tengas frío
y ser tu hombro para llorar
por ti mi vida empeño
por un momento de verte sonreír
por ti mi alma vendo
a cambio del tiempo que necesites
para ser feliz
Dejo todo por un beso tuyo
quiero ser tu espada y tu escudo
decirte que te quiero una vez más
quiero ser tus alas y tu cielo
quiero ser el mar y tu velero
el suelo y tus pies para caminar
por ti mi vida empeño
por un momento de verte sonreír
por ti mi alma vendo
a cambio del tiempo que necesites
para ser feliz
ella baila sola