sexta-feira, 27 de outubro de 2006

as gavetas da alma


as horas vão altas e o sono já espreita... têm sido uns dias interessantes, quando disse que andava a arrumar as gavetas da alma, não brinquei, ando mesmo!

aproveito o tempo todo do mundo, que agora pareço ter, para me organizar, sabe mesmo bem fazê-lo.

acho que já tinha saudades dos bancos da escola... passados dois meses, regresso hoje a sentar-me neles. Pós-graduação ai vou eu!!! Não sei porque, mas deu-me um pouco a nostalgia... os tempos de estudante, as correrias, os stresses, os trabalhos que pareciam não ter fim, pois eram uns atrás dos outros... uma colega minha, daqueles outros bancos da escola disse-me no outro dia que tinha saudades do tempinho de estudante... uma porta fechou-se, para que outra se possa abrir! :)
"Eu penso que aquilo que faz com que nós continuemos vivos e capazes de criar é isso mesmo, uma inquietação constante. Sem ela não pode haver criação, quem não põe sempre tudo em causa, arrisca-se a ter uma vida interior de três assoalhadas, num bairro económico."
fonte: O Jornal, 30.10.1992

"Há momentos e situações em que o olhar comunica mais que as palavras, isso também é intimidade. Creio que sou capaz de dizer muitas cosas sem falar, é o outro que também tem de compreender e de saber interpretar. Quando se estabelece essa relação de intimidade e de amizade, não é necessário falar. [...] frequentemente é melhor não o fazer porque as palavras estão muito gastas."
fonte: Conversas com António Lobo Antunes, de María Luisa Blanco, 2002

CITAÇÕES DE ANTÓNIO LOBO ANTUNES

quinta-feira, 26 de outubro de 2006


chove... chove... chove... tem sido um dilúvio!




os correios deviam agradecer-me pela quantidade de cartas que tenho enviado nos últimos tempos... qualquer dia ainda tenho cotas!!!

O meu abrigo


ollha para mim
deixa voar os sonhos
deixa acalmar a tormenta
senta-te um pouco ai
olha para mim
fica no meu abrigo
dorme no meu abraço
e conta comigo que eu estarei aqui

enquanto anoitece, enquanto escurece
e os brilhos do mundo cintilam em nós
enquanto tu sentes que se quebrou tudo
eu estarei aqui sempre que te sentires só...

olha para mim
hoje nao há batalhas
hoje nao há tristeza
deixa sair o sol,olha para mim
fica no meu abrigo
perde-te nos teus sonhos
e conta comigo

sempre que te sentires só
Mafalda Veiga

esta música não é bela, é belíssima... ui, ui... os abrigos... os meus abrigos...

terça-feira, 24 de outubro de 2006

"Aqueles que passam por nós não vão sós, e não nos deixam sós : deixam um pouco de si, levam um pouco de nós."

Felipe Cortelline Roque