quinta-feira, 19 de outubro de 2006

NÃO!


o assunto anda novamente na boca dos governantes e não tarda nada o povo será ouvido. sou povo e sou pela vida, por isso digo NÃO! ao aborto.


em seguida deixo um pequeno texto para lermos e pensarmos:


"Diário de um bebé que está por nascer

5 de outubro: Hoje começa minha vida, meus pais ainda não sabem. Sou tão pequena quanto uma semente de maçã, mas já existo e sou única no mundo e diferente de todas as demais. E, apesar de quase não ter forma ainda, serei uma menina. Terei cabelos loiros e olhos azuis, e sei que gostarei muito de flores. Os cientistas diriam que tudo isto já tenho impresso no meu código genético.

19 de outubro: Cresci um pouco, mas ainda sou muito pequena para poder fazer algo por mim mesma. A mamã é que faz tudo por mim. Mas o mais engraçado é que nem sabe que está me carregando consigo, precisamente debaixo de seu coração, alimentando-me com seu próprio sangue.

23 de outubro: Minha boca começa a tomar forma. Parece incrível! Dentro de um ano, mais ou menos, estarei rindo, e mais tarde já poderei falar. A partir de agora sei qual será minha primeira palavra: Mamã: Quem se atreve a dizer que ainda não sou uma pessoa viva? É claro que sou, tal como a diminuta migalha de pão é verdadeiramente pão.

27 de outubro: Hoje meu coração começou a bater sozinho. De agora em diante baterá constantemente toda minha vida, sem parar para descansar. Então, depois de muitos anos, se sentirá cansado e irá parar e eu morrerei de forma natural. Mas agora não estou no final, e sim no começo da minha vida.

2 de novembro: A cada dia cresço um pouquinho, meus braços e pernas estão tomando forma. Mas quanto terei de esperar até que minhas perninhas me levem correndo para os braços da minha mãe, até que meus braços possam abraçar meu pai!

12 de novembro: Em minha mãos começam a se formar alguns pequeninos dedos. É estranho como são pequenos; contudo, como serão maravilhosos! Acariciarão um cachorrinho, lançarão uma bola, irão recolher flores, tocarão outra mão. Talvez algun dia meus dedos possam tocar violino ou pintar um quadro.

20 de novembro: Hoje o médico anunciou a minha mamã pela primeira vez, que eu estou vivendo aqui debaixo do seu coração. Não se sentes feliz mamã? Logo estarei em teus braços!

25 de novembro: Meus pais ainda não sabem que sou uma menina, talvez esperam um menino. Ou talvez gémeos! Mas lhes darei uma surpresa; quero me chamar Catarina, como minha mãe.

13 de dezembro: Já posso ver um pouquinho, mas estou rodeada ainda pela escuridão. Mas logo, meu olhos se abrirão para o mundo do sol, das flores, e dos sonhos. Nunca vi o mar, nem uma montanha, nem mesmo o arco íris. Como serão na realidade? Como é você, mamã?

24 de dezembro: Mamã, posso ouvir teu coração bater. Você pode ouvir o meu? Lup-dup, lup-dup..., mamã você vai ter uma filhinha saudável. Sei que algumas crianças têm dificuldades para entrar no mundo, mas há médicos que ajudam as mães e os recém nascidos. Sei também que muitas mães teriam preferido não ter o filho que levam no ventre. Mas eu estou ansiosa para estar nos teus braços, tocar o seu rosto, olhar nos teus olhos, Você me espera com a mesma alegria que eu?

28 de dezembro: O que está acontecendo? O que estão fazendo? Mamã, não deixe que me matem! Não, não!

Mamã, por que você permitiu que acabassem com minha vida? Teríamos sido tão felizes..."

FONTE: Site de Ohio Right to Life. Extraído com permissão desta organização a Vida Humana Internacional.

quarta-feira, 18 de outubro de 2006

Ajuda-me Senhor...

"Ajuda-me, Senhor, a encontrar a tua presença no tecido dos meus dias. Que eu mantenha a atenção no interior de mim própria, como uma lâmpada acesa que nunca se apaga. Que eu escolha viver na confiança e nela construa a minha morada. Que eu viva na certeza de que sou conhecida e amada e aí encontre a fonte de todas as energias. Que as minhas palavras e todos os meus gestos sejam fruto do amor que me habita pela presença do teu Espírito. Mantêm, Senhor, a minha lâmpada acesa."

Luz terna, suave...


Luz terna, suave, no meio da noite,
Leva-me mais longe...
Não tenho aqui morada permanente:
Leva-me mais longe...

Que importa se é tão longe, para mim,
A praia onde tenho de chegar,
Se sobre mim levar constantemente
Poisada a clara luz do teu olhar?

Nem sempre Te pedi como hoje peço
Para seres a luz que me ilumina;
Mas sei que ao fim terei abrigo e acesso
Na plenitude da tua luz divina.

Esquece os meus passos mal andados,
Meu desamor perdoa e meu pecado.
Eu sei que vai raiar a madrugada
E não me deixarás abandonado.

Se tu me dás a mão não terei medo,
Meus passos serão firmes no andar.
Luz terna, suave, leva-me mais longe:
Basta-me um passo para a Ti chegar.

terça-feira, 17 de outubro de 2006

Recomeça


"Se puderes,
E os passos que deres,
Nesse caminho duro do futuro,
Dá-os em liberdade
Enquanto não alcances,
Não descanses.
De nenhum fruto queiras só metade."
Miguel Torga - Recomeçar

gosto muito deste poema... transmite-me confiança e motivação. e é no fundo aquilo que pretendo... não me ficar por metades, não me ficar pelo início, não me ficar!


no outro dia li algures esta frase:

"Sê paciente e não te esqueças de que tudo o que procuras acabará por vir ao teu encontro, se te preparares para isso e esperares."


estes dias têm sido de reflexão. um dia destes alguém de quem muito gosto, disse-me: aceita esta fase da tua vida como uma benção de Deus. e a partir do momento que o fiz, tudo se tornou mais fácil. tenho aproveitado para pensar muita coisa e arrumar as gavetas da alma!


"Não sei o que vem a seguir/só sei que não posso ficar/é que hoje parece bastar um pouco de céu."(um pouco de céu, Mafalda Veiga)

segunda-feira, 16 de outubro de 2006

Chuva, Mariza

porque hoje chove lá fora...
porque às vezes a saudade aperta... ai, ai!
porque há "gente" que nos marca. :)
porque há dias e dias!!!


As coisas vulgares que há na vida
Não deixam saudades
Só as lembranças que doem
Ou fazem sorrir

Há gente que fica na história
da história da gente
e outras de quem nem o nome
lembramos ouvir

São emoções que dão vida
à saudade que trago
Aquelas que tive contigo
e acabei por perder

Há dias que marcam a alma
e a vida da gente
e aquele em que tu me deixaste
não posso esquecer

A chuva molhava-me o rosto
Gelado e cansado
As ruas que a cidade tinha
Já eu percorrera

Ai... meu choro de moça perdida
gritava à cidade
que o fogo do amor sob chuva
há instantes morrera

A chuva ouviu e calou
meu segredo à cidade
E eis que ela bate no vidro
Trazendo a saudade

domingo, 15 de outubro de 2006

Conheço a tua miséria...


"Conheço a tua miséria, os combates e as tribulações da tua caminhada, a fraqueza e as enfermidades da tua vida. Sei da tua cobardia, dos teus pecados, de teus desfalecimentos. Mesmo assim eu digo-te: Dá-me o teu coração! Ama-me do jeito que és! Se tu esperas ser anjo para te entregares ao amor, nunca amarás! Mesmo recaindo sempre naquelas faltas que nunca gostarias de ter conhecido, mesmo sendo cobarde na prática da virtude, não deixes de amar! Entrega-te a mim, ao meu amor por ti! Ama-me do jeito que és! A cada instante e em qualquer situação em que te encontrares. Ama-me do jeito que és! Quero o amor do teu pobre coração! Será que eu não poderia transformar cada grão de areia numa pessoa perfeita, cheia de pureza, nobreza e amor?! Será que eu não poderia. com um único aceno da minha vontade, fazer surgir do nada milhões de santos, mil vezes mais perfeitos e amorosos do que aqueles que já criei?! Será que não sou eu o Omnipotente?! E, se me apraz deixar tudo isso de lado, preferindo o teu pobre coração...?! Deixa-te amar por mim! Desejo o teu coração! Claro que eu te pretendo transformar e melhorar! Até lá, porém, amo-te do jeito que és! E quero que tu faças o mesmo! Quero ver, lá do fundo da tua miséria, subir o amor! Amo em ti, até mesmo a fraqueza... (...) Eu criei-te por amor e o meu amor é que te dá a vida e a santidade! Não são as tuas virtudes que eu espero! O que eu busco é a ti mesmo(a), a obra prima que criei. (...) Deixa-te conduzir por mim, é o que te peço. Ama-me do jeito que és!"

sábado, 14 de outubro de 2006

Elogio ao amor


"Há coisas que não são para se perceberem. Esta é uma delas. Tenho uma coisa para dizer e não sei como hei-de dizê-la. Muito do que se segue pode ser, por isso, incompreensível. A culpa é minha. O que for incompreensível não é mesmo para se perceber. Não é por falta de clareza. Serei muito claro.

Eu próprio percebo pouco do que tenho para dizer. Mas tenho de dizê-lo. O que quero é fazer o elogio do amor puro. Parece-me que já ninguém se apaixona de verdade. Já ninguém quer viver um amor impossível. Já ninguém aceita amar sem uma razão. Hoje as pessoas apaixonam-se por uma questão de prática. Porque dá jeito. Porque são colegas e estão ali mesmo ao lado. Porque se dão bem e não se chateiam muito. Porque faz sentido. Porque é mais barato, por causa da casa. Por causa da cama. Por causa das cuecas e das calças e das contas da lavandaria.

Hoje em dia as pessoas fazem contratos pré-nupciais, discutem tudo de antemão, fazem planos e à mínima merdinha entram logo em "diálogo". O amor passou a ser passível de ser combinado. Os amantes tornaram-se sócios. Reúnem-se, discutem problemas, tomam decisões. O amor transformou-se numa variante psico-sócio-bio-ecológica de camaradagem.

A paixão, que devia ser desmedida, é na medida do possível. O amor tornou-se uma questão prática. O resultado é que as pessoas, em vez de se apaixonarem de verdade, ficam "praticamente" apaixonadas.

Eu quero fazer o elogio do amor puro, do amor cego, do amor estúpido, do amor doente, do único amor verdadeiro que há, estou farto de conversas, farto de compreensões, farto de conveniências de serviço.

Nunca vi namorados tão embrutecidos, tão cobardes e tão comodistas como os de hoje. Incapazes de um gesto largo, de correr um risco, de um rasgo de ousadia, são uma raça de telefoneiros e capangas de cantina, malta do "tá bem, tudo bem", tomadores de bicas, alcançadores de compromissos, bananóides, borra-botas, matadores do romance, romanticidas.

Já ninguém se apaixona? Já ninguém aceita a paixão pura, a saudade sem fim, a tristeza, o desequilíbrio, o medo, o custo, o amor, a doença que é como um cancro a comer-nos o coração e que nos canta no peito ao mesmo tempo? O amor é uma coisa, a vida é outra. O amor não é para ser uma ajudinha. Não é para ser o alívio, o repouso, o intervalo, a pancadinha nas costas, a pausa que refresca, o pronto-socorro da tortuosa estrada da vida, o nosso "dá lá um jeitinho sentimental".

Odeio esta mania contemporânea por sopas e descanso. Odeio os novos casalinhos. Para onde quer que se olhe, já não se vê romance, gritaria, maluquice, facada, abraços, flores. O amor fechou a loja. Foi trespassada ao pessoal da pantufa e da serenidade. Amor é amor. É essa beleza. É esse perigo. O nosso amor não é para nos compreender, não é para nos ajudar, não é para nos fazer felizes. Tanto pode como não pode. Tanto faz. É uma questão de azar. O nosso amor não é para nos amar, para nos levar de repente ao céu, a tempo ainda de apanhar um bocadinho de inferno aberto.

O amor é uma coisa, a vida é outra. A vida às vezes mata o amor. A "vidinha" é uma convivência assassina. O amor puro não é um meio, não é um fim, não é um princípio, não é um destino. O amor puro é uma condição. Tem tanto a ver com a vida de cada um como o clima. O amor não se percebe. Não é para perceber. O amor é um estado de quem se sente. O amor é a nossa alma. É a nossa alma a desatar. A desatar a correr atrás do que não sabe, não apanha, não larga, não compreende. O amor é uma verdade. É por isso que a ilusão é necessária. A ilusão é bonita, não faz mal. Que se invente e minta e sonhe o que quiser. O amor é uma coisa, a vida é outra. A realidade pode matar, o amor é mais bonito que a vida. A vida que se lixe. Num momento, num olhar, o coração apanha-se para sempre. Ama-se alguém. Por muito longe, por muito difícil, por muito desesperadamente. O coração guarda o que se nos escapa das mãos. E durante o dia e durante a vida, quando não esta lá quem se ama, não é ela que nos acompanha - é o nosso amor, o amor que se lhe tem.

Não é para perceber. É sinal de amor puro não se perceber, amar e não se ter, querer e não guardar a esperança, doer sem ficar magoado, viver sozinho, triste, mas mais acompanhado de quem vive feliz. Não se pode ceder. Não se pode resistir. A vida é uma coisa, o amor é outra. A vida dura a vida inteira, o amor não. Só um mundo de amor pode durar a vida inteira. E valê-la também."


miguel esteves cardoso - expresso